quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Longe Demais (Capítulo 14)




Fomos para minha casa.

-É, a casa Blanco não mudou nada. -Sophia disse colocando suas malas no chão.

-Nada. -Mel repetiu.

-Cadê a tia Claudia, Lu?

-Tá em New York com o papai.

-E por que você não foi com eles?

-É uma looonga história. -fiz gestos com as maos me sentando no sofá.

-Uma longa história que você vai me contar tudinho! -ela se sentou no sofá 
esperando que eu falasse.

-Sim. Vou. Mais tem que ser agora?

-Si...

-Não! Vamos nos divertir primeiro. Aproveitar nosso tempo juntas? -interrompi 
Sophia.

-Ué, temos muito tempo pra se divertir.

-Não temos não. -Mel argumentou.

-E por que?

-Lua tem que sair daqui a pouco. -Mel continuou acrescentando.

-Sair? Pra onde?

-Vou pra delegacia.

-Amiga, o que você fez? -Sophia me olhou com os olhos arregalados.

-É melhor você contar a história logo antes que ela faça mais perguntas. -Mel 
disse à mim.

-Okay. Eu vou contar.

-É bom mesmo, porque já to ficando preocupada!

-Tá bem! -Comecei a contar a loooonga história para ela que ficou o tempo 
inteiro boquiaberta. -E aí, gostou da história?

-É chocante!

-Nunca pensou que eu pudesse fazer isso? -perguntei a ela.

-Não, é que... nunca ouvi uma história assim.

-É, ela é única. -disse irônica.

-Ela apareceu no jornal! -Mel argumentou para Sophia.

-Tá brincando?

-É. Apareci.

-Luinha, nunca pensei que você fosse chegar a esse ponto.

-Gente, eu acho isso uma besteira! -eu disse.

-Ata, você teve sorte, menina. Poderia estar presa!

-Eu sei, Sophia! Mais o que eu to passando é muito pior.

-Pior que ficar na cadeia?

-Não sei. Nunca fui presa, mais, aturar o chato do Arthur é muito ruim. Muito mesmo!

-Lua, você não acha que está exagerando? -Mel perguntou.

-Não. Sem dúvidas, Mel.

-Ok, já que você diz...

Nós conversamos mais um pouco e depois eu e Mel levamos Sophia para seu apartamento, que por sinal era enorme e a cara dela.
Mel foi embora e eu fui tomar banho para ir a ronda de polícia. 
Essa ronda de polícia já virou normalidade para mim. Parece mais uma rotina chata de ter que ficar ouvindo sermões do meu pai. Arthur fica o tempo todo me dando sermões idiotas. E me faz lembrar do meu pai, porque a única coisa que ele sabe fazer comigo é me dá sermões o tempo todo.
Depois do banho, coloquei uma calça jeans qualquer, uma bota de trilha preta que era quentinha, uma blusa branca baby look que realçava meus seios e por fim, a jaqueta de Arthur que tinha o melhor cheiro do mundo! Fiz uma trança embutida e estava pronta.

...CONTINUA!... 
Escrito por Sarah Marques

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