Fomos
para minha casa.
-É, a
casa Blanco não mudou nada. -Sophia disse colocando suas malas no chão.
-Nada.
-Mel repetiu.
-Cadê a
tia Claudia, Lu?
-Tá em
New York com o papai.
-E por
que você não foi com eles?
-É uma
looonga história. -fiz gestos com as maos me sentando no sofá.
-Uma
longa história que você vai me contar tudinho! -ela se sentou no sofá
esperando
que eu falasse.
-Sim.
Vou. Mais tem que ser agora?
-Si...
-Não!
Vamos nos divertir primeiro. Aproveitar nosso tempo juntas? -interrompi
Sophia.
-Ué,
temos muito tempo pra se divertir.
-Não
temos não. -Mel argumentou.
-E por
que?
-Lua tem
que sair daqui a pouco. -Mel continuou acrescentando.
-Sair?
Pra onde?
-Vou pra
delegacia.
-Amiga, o
que você fez? -Sophia me olhou com os olhos arregalados.
-É melhor
você contar a história logo antes que ela faça mais perguntas. -Mel
disse à
mim.
-Okay. Eu
vou contar.
-É bom
mesmo, porque já to ficando preocupada!
-Tá bem!
-Comecei a contar a loooonga história para ela que ficou o tempo
inteiro
boquiaberta. -E aí, gostou da história?
-É
chocante!
-Nunca
pensou que eu pudesse fazer isso? -perguntei a ela.
-Não, é
que... nunca ouvi uma história assim.
-É, ela é
única. -disse irônica.
-Ela
apareceu no jornal! -Mel argumentou para Sophia.
-Tá
brincando?
-É.
Apareci.
-Luinha,
nunca pensei que você fosse chegar a esse ponto.
-Gente,
eu acho isso uma besteira! -eu disse.
-Ata,
você teve sorte, menina. Poderia estar presa!
-Eu sei,
Sophia! Mais o que eu to passando é muito pior.
-Pior que
ficar na cadeia?
-Não sei.
Nunca fui presa, mais, aturar o chato do Arthur é muito ruim. Muito mesmo!
-Lua,
você não acha que está exagerando? -Mel perguntou.
-Não. Sem
dúvidas, Mel.
-Ok, já
que você diz...
Nós
conversamos mais um pouco e depois eu e Mel levamos Sophia para seu
apartamento, que por sinal era enorme e a cara dela.
Mel foi
embora e eu fui tomar banho para ir a ronda de polícia.
Essa
ronda de polícia já virou normalidade para mim. Parece mais uma rotina chata de
ter que ficar ouvindo sermões do meu pai. Arthur fica o tempo todo me dando
sermões idiotas. E me faz lembrar do meu pai, porque a única coisa que ele sabe
fazer comigo é me dá sermões o tempo todo.
Depois do
banho, coloquei uma calça jeans qualquer, uma bota de trilha preta que era
quentinha, uma blusa branca baby look que realçava meus seios e por fim, a
jaqueta de Arthur que tinha o melhor cheiro do mundo! Fiz uma trança embutida e
estava pronta.
Escrito por Sarah Marques

























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