Sofia não estava no
quarto. Quando Lua a deixara, estava quase dormindo, mas ao entrar para ver se
estava bem, viu a cama vazia.
E não respondeu
quando ela chamou.
Lua abriu uma porta,
procurando no outro quarto, fechou-a e foi ao quarto seguinte. Chamou Sofia
várias vezes, mas não obteve resposta. Tinham brincado muito naquele dia, já
que não queria pensar em Arthur. Mas não tinha funcionado. Mesmo depois da
cavalgada, das horas brincando na praia, de fazer artesanato com Sofia, ainda
sentia os lábios dele em sua pele. Nem mesmo o chuveiro frio, que imaginara
amenizar o calor e o desejo que ainda vibravam em seu corpo, tinha adiantado.
— Sofia? Querida? — O
som ecoou no quarto vazio.
O tom de voz foi
ficando mais alto quando não conseguiu encontrá-la, e o pânico começou a
dominá-la. Correndo de um quarto para o outro, chegou à ala oeste, e entrou no
quarto amarelo. Ali estavam as telas e pincéis, exatamente como os deixara. Lua
olhou para a calça de pijama caída no chão com expressão de desgosto, ao
lembrar como havia se abandonado ao toque de Arthur, esquecendo de tudo.
Pegando-a com um gesto brusco, voltou ao corredor principal, abrindo armários,
olhando atrás de portas.
Venha, Sofia! Isso não tem graça.
Parou de repente,
pensando ter ouvido um som abafado, na direção do corredor principal. Mas não
encontrou nada ali.
Lua saiu
correndo de casa, encontrando Micael na garagem. Ele limpava o carro e ergueu o
olhar ao vê-la.
—Ajude-me a procurar
Sofia. Não consigo encontrá-la. Acho que deve estar se escondendo de propósito.
Preocupado, Micael
largou tudo e saiu para procurar a menina nos jardins e nos outros locais fora
da casa, enquanto Lua retornava para dentro.
Olhando pela janela
do salão, procurou ver se havia pegadas na areia, na direção da água, mas não
havia nenhum sinal de que Sofia tivesse passado por ali. Lua sentiu uma ponta
de alívio, mas ainda assim, onde ela estaria? Por que não respondia?
Lua continuou a
chamar, checando todos os lugares onde uma criança poderia se esconder. O medo
crescia dentro dela. Embora a casa fosse segura, protegida por alarmes,
continuava pensando no que Arthur dissera. Que alguém poderia sequestrar a
menina para pedir resgate. Não queria assustá-lo, mas Micael entrou e disse:
— Nada, nem sinal
dela.
...CONTINUA!...
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fofas! :)

























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