terça-feira, 12 de março de 2013

A Bela e a Fera (Capítulo 24)





Sofia não estava no quarto. Quando Lua a deixara, estava quase dormindo, mas ao entrar para ver se estava bem, viu a cama vazia.


E não respondeu quando ela chamou.


Lua abriu uma porta, procurando no outro quarto, fechou-a e foi ao quarto seguinte. Chamou Sofia várias vezes, mas não obteve resposta. Tinham brincado muito naquele dia, já que não queria pensar em Arthur. Mas não tinha funcionado. Mesmo depois da cavalgada, das horas brincando na praia, de fazer artesanato com Sofia, ainda sentia os lábios dele em sua pele. Nem mesmo o chuveiro frio, que imaginara amenizar o calor e o desejo que ainda vibravam em seu corpo, tinha adiantado.


— Sofia? Querida? — O som ecoou no quarto vazio.
O tom de voz foi ficando mais alto quando não conseguiu encontrá-la, e o pânico começou a dominá-la. Correndo de um quarto para o outro, chegou à ala oeste, e entrou no quarto amarelo. Ali estavam as telas e pincéis, exatamente como os deixara. Lua olhou para a calça de pijama caída no chão com expressão de desgosto, ao lembrar como havia se abandonado ao toque de Arthur, esquecendo de tudo. Pegando-a com um gesto brusco, voltou ao corredor principal, abrindo armários, olhando atrás de portas.

Venha, Sofia! Isso não tem graça. 
Parou de repente, pensando ter ouvido um som abafado, na direção do corredor principal. Mas não encontrou nada ali.


Lua  saiu correndo de casa, encontrando Micael na garagem. Ele limpava o carro e ergueu o olhar ao vê-la.


—Ajude-me a procurar Sofia. Não consigo encontrá-la. Acho que deve estar se escondendo de propósito.


Preocupado, Micael largou tudo e saiu para procurar a menina nos jardins e nos outros locais fora da casa, enquanto Lua retornava para dentro.


Olhando pela janela do salão, procurou ver se havia pegadas na areia, na direção da água, mas não havia nenhum sinal de que Sofia tivesse passado por ali. Lua sentiu uma ponta de alívio, mas ainda assim, onde ela estaria? Por que não respondia?


Lua  continuou a chamar, checando todos os lugares onde uma criança poderia se esconder. O medo crescia dentro dela. Embora a casa fosse segura, protegida por alarmes, continuava pensando no que Arthur dissera. Que alguém poderia sequestrar a menina para pedir resgate. Não queria assustá-lo, mas Micael entrou e disse:


— Nada, nem sinal dela.


...CONTINUA!...

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