—Sim Lua , tem razão.
As palavras dele
soavam como uma ameaça.
— Está zangada com o
papai? — perguntou Sofia, enquanto Lua segurava a mão dela.
— Sim, querida.
— Por quê?
— Porque ele é...
teimoso. — E orgulhoso, desconfiado. Queria que acreditasse nela, que confiasse
nela. E que a beijasse, como na noite anterior.
— Oh!
Lua sorriu. Sofia não
entendeu, mas segurou a mão dela.
— Venha, querida.
Ainda tem tempo de tirar uma soneca antes do jantar. — Sofia não pareceu muito
animada, mas foi para o quarto, apertando Serabi contra o peito. — Quanto a
você, Arthur...
— Sim? —
retrucou ele, calmamente, observando o corpo delineado pela saia jeans justa e
lembrando como era senti-la reagir ao toque de suas mãos.
Ela parou na porta do
quarto de Sofia e virou-se, olhando para ele, meio escondido nas sombras.
— Tem pernas
fantásticas — provocou, sem deixar de fitá-lo.
Ele riu, sentindo que
as palavras dela faziam seu corpo arder de desejo, lembrando a noite anterior.
E então, o batente da porta lhe pareceu uma barreira. De um lado havia apenas
solidão, rodeando-o como uma nuvem sufocante. Do outro, estava Lua, a
esperança, a liberdade e a oportunidade de ter muito mais.

























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