Em seu quarto, Arthur
andava de um lado para o outro, como uma fera enjaulada. Além das paredes, a
tempestade rugia, e ele sentia cada raio, cada trovão, ecoando em seu corpo.
Passando os dedos nos cabelos, ainda molhados do banho, esfregou a nuca
dolorida. Queria ir até ela, tocá-la, mesmo sabendo como era perigoso. Para os
dois.
A noite anterior
provara isso. Bastara um toque e todo o autocontrole desaparecera.
Lua queria o
que ele não podia lhe dar. Permitir que outro ser humano, além de Micael o
visse. Ela não entendia o que isso significava. Ele não podia correr o risco. E
se ela o rejeitasse? Como ele se sentiria depois?
Viver nas sombras
estava acabando com ele, deixando-o mais infeliz a cada dia. Sentia falta do
sol, de entrar numa sala com as luzes acesas.
Sentia falta de Lua.
Arthur olhou para a
grande porta em arco, percebendo que o vento rugia tão forte nos corredores que
parecia querer abri-la.
Andando até ela,
colocou a mão na maçaneta decorada. Por um momento, viu as cicatrizes na pele e
flexionou os dedos. Então, virou a maçaneta e abriu-a.
Lua estava sentada na
poltrona, junto à janela, com as pernas dobradas para o lado. Apenas uma
pequena lâmpada brilhava no canto do quarto, e percebeu como se acostumara ao
escuro.
Um raio caiu bem
perto, a luz tremeluziu, apagou e voltou em seguida.
Naquele instante,
soube que Arthur estava ali. Seu corpo estremeceu de antecipação, e apertando o
roupão contra o corpo, virou-se para a porta.
— Por que está aqui?
— Honestamente, não
sei.
Pelo menos, era
sincero, pensou Lua.
— Sente-se — convidou.
Ele deu um passo na
direção dela e parou.
— Meu Deus, está
gelado aqui dentro — disse, indo até a lareira e colocando mais lenha.
— Não estou com frio.
— Está úmido. Vai acabar doente. E talvez a luz acabe. — Arthur acendeu um
fósforo e a pequena chama iluminou suavemente seu rosto.
...CONTINUA!...
Dependendo dos pedidos
eu posso postar mais um
capítulo dessa web hoje... O que acham?
OBS: próximos capítulos são HOT's!

























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