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POV's Lua
-Cadê a Lua?
-Estou aqui! –disse entrando na delegacia.
-Bom. To indo Meredith.
-Ok, vão e se divirtam.
-Acho meio impossível. –eu disse.
-Você vai gostar do Arthur, Lua. Ele é um cara legal.
–Meredith disse.
-Vamos! –ele se dirigiu a mim mais sem me olhar.
-Que simpatia... –disse irônica e Meredith riu.
Entramos no carro. Ele logo engatou o cinto de segurança.
Ele me olhou e viu
que eu estava parada olhando pro nada.
-O que tá esperando pra colocar o cinto de segurança?
–ele me perguntou me
encarando com aqueles olhos negros e profundos.
-Você podia ser mais educado, não acha? –disse colocando
o cinto.
-Estou trabalhando.
-E tem problema ser educado enquanto trabalha?
-Não sei. Mas esse é o meu jeito. –ele ligou o carro.
-Você tem sempre esse mau-humor insuportável? –fiz gestos
com as mãos.
-Você vai descobrir... –bufei e ele acelerou o carro.
Dirigia bem. Acho que ele
aprendeu a dirigir na academia de polícia.
Depois de algum tempo rodando Los Angeles, ele parou o
carro em um local
escuro. Ele penetrava os olhos na escuridão. Eu não via nada.
-O que aconteceu? –o olhei.
-Estão fazendo um tráfico ali. –ele disse sem deixar de
olhar para o lugar escuro.
-Nunca vi isso acontecer... –ele olhou pra mim.
-Nunca andou por esses lados de Los Angeles, não é? –ele
deu um meio sorriso.
-Não. Os únicos lugares que você sabe que eu visito é
Hollywood.
-Eu não sabia. Só podia imaginar. Você é princesinha de
papai, né?
-Eu? Princesinha de papai? Se eu fosse alguma princesinha
de papai você acha
que estaria aqui? Ele não me mandaria pra cá se eu fosse
alguma princesinha de
papai. Tá bom? –cruzei os braços e fiz bico. Achei que
ele iria notar e me pedir
desculpa, mais... foi em vão.
Ele pegou o rádio e começou a falar com Patrick. Eu acho que era ele.
Ele disse mais ou menos isso: “Tem tráfico aqui na Lord Street 8999” “Tá ok, to
esperando” e desligou o radinho. Que
coisa mais chata esse negócio de radinho.
Eles bem que podiam usar um celular, né? Um iphone talvez. É mais fácil!
Patrick chegou em silêncio com sua viatura e mais uma
atrás dele. Pra que tanta
viatura para dois traficantes? Acho que não era
necessário tanto tumulto.
-Você fica aqui!
-Como?
-Você fica aqui!
-Por que? Vai que eles me veem aqui sozinha e me
sequestrem!
-Lua, isso não vai acontecer.
-Como eu vou saber?
-Para de ser dramática, menina. Fica quieta aí que eu já
volto. –ele abriu a porta
do carro e levantou com alguns barulhos das coisas
que estavam penduradas na
cintura.
-Grosso!
-Shiiuu! Fica quieta!! –ele fechou a porta e foi até
Patrick. Eles cochicharam algo
e se separaram. Ainda acho que isso é muita
tempestade em copo d’água.
Nada acontecia. Eu não conseguia ver nada. Arthur e Patrick já haviam sumido. E
o reforço ficaram de guarda em uns cantos.
Tomei um susto ao ouvir tiros. Tiros??? Ai meu Deus! Será
que eles estão bem?
Ai que agonia! Me abaixei e fiquei escondida de baixo do
capô do carro.
Senti a porta se abrir e bati a cabeça no porta-luvas. Era Arthur. Me sentei.
-Por que houve tiros?
-São traficantes. Eles tem armas pra se defenderem e
matar pessoas.
-Como você é frio. –o olhei indignada.
-Ficou com medo?
-O que você acha?
-Achei que não. Você queria ser morta por um TREM! Por
que algum tiro faria
alguma diferença?
-Nossa, que isso! Quer que eu morra logo pra você ficar
longe de mim, é isso?
-Pro seu governo, eu não desejo a morte de ninguém, muito
menos a sua. Se eu
me formei na academia de polícia, é porque eu resolvi ajudar
as pessoas e não
mata-las. E espero que isso fique claro pra você. –ele engatou
o cinto e dirigiu.
Sinceramente, que cara chato! Só sabe dar sermão, e ainda
tem a resposta na
ponta da língua. Não sei se o nome dele é mesmo Arthur, não
sei nada sobre ele
e, se eu perguntar alguma coisa sobre mim, com certeza ele
deve saber. EU QUERO SABER MAIS SOBRE ELE! Mas acho que vai ser impossível
conversar com esse grosso!
As horas se passaram... já eram 4:15 da manhã. Eu estava
com sono. Muito sono.
Ele parou o carro em frente a uma lanchonete 24 horas. Se chama Cafextra! Nunca ouvi falar. Acho que fica no bairro da delegacia.
Ele parou o carro em frente a uma lanchonete 24 horas. Se chama Cafextra! Nunca ouvi falar. Acho que fica no bairro da delegacia.
-Tá com fome Lua Blanco? –o encarei.
-Sim. E me chame de Lua, por favor.
-Tá bom, Lua Blanco. –ele debochou. Sinceramente. Não sei
o que pensar,
imaginar, o que falar. Não sei o que fazer perto desse policial
inútil que se acha!
Aff!
Ele saiu do carro e foi andando até o Cafextra! Fui atrás, óbvio. Sentamos em
uma mesa dos fundos.
-Porque sentamos aqui atrás?
-Porque gosto de vigiar as pessoas que bebem e ficam
bêbadas.
-Gosta mesmo? –ele assentiu e eu balancei a cabeça negativamente. O garçom
se
aproximou de nós.
-O que vão querer? –ele perguntou com uma prancheta na
mão e um caneta na
outra. Olhei para Arthur e ele olhava o cardápio.
-Vou querer um cappuccino
especial extra e um bife grelhado com
alface e
batatas fritas. –o olhei e ele me olhou.
-O que vai querer, Lua Blanco?
-Tem certeza que quer deixar eu pedir?
-Por que não deixaria?
-Sou filha de papaizinho, peço coisas caras. –debochei.
-Traga o especial
Cafextra pra ela. –ele disse ao garçom.
-Ei, eu não quero isso!
-Você perguntou se eu tinha certeza em deixar você
escolher, então, mudei de ideia. Minha certeza se foi. Você vai comer o que eu
pedi. –ele largou o cardápio sobre a mesa e o garçom se foi.
Escrito por Sarah Marques
...CONTINUA!...
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