segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Longe Demais (Capítulo 9)


Chamei o motorista e ele me levou ao local. A casa de Arthur. Juro pra você que minhas mãos estavam suando. Não sei porque, mais estavam.
Ed me deixou em frente ao prédio e se foi.
O prédio era de três andares. Não era muito bonito, tinha várias rachaduras e não estava pintado.
Estava subindo as escadas quando me toquei que Meredith não havia me passado o numero do apartamento e nem o andar que era. Talvez ela esqueceu.

-O que uma moça tão bonita faz aqui? –uma senhora me questionou com uma 
voz doce, suave e calma.

-Eu... eu vim procurar um amigo.

-E quer ajuda?

-Eu agradeceria muito. –sorri.

-Quem é seu amigo?

-Arthur.

-Arthur Aguiar?

-Não sei o sobrenome dele.

-Se ele mora aqui, é o Arthur. É o último andar, número 26. Ele é uma ótima 
pessoa.

-É mesmo?

-Sim. Sem dúvidas.

-Anm... obrigada!

-De nada. –continuei a subir as escadas.

Cheguei até a porta do apartamento de Arthur.

-Lua? –Pra minha sorte, ele estava sem camisa. Minha nossa! O que é isso!?

-Oi.

-O que faz aqui?

-Nossa, que cavalheiro. Você devia me convidar pra entrar, me dizer pelo menos 
uma boa tarde.

-O que faz aqui!? –disse um pouco mais alto.

-Calma! –fiquei um tempo em silêncio sendo fitada por ele nos olhos. –Posso 
entrar?

-Entra! –ele abriu espaço e eu entrei.

O apartamento era pequeno e bem arrumado. Só tinha alguns papéis e cadernos 
espalhados pela mesa.

-O que quer aqui?

-Eu vim saber do motivo de você ter ligado lá pra casa.

-Ah, as rondas. Vamos fazer ronda mais cedo hoje. Liguei avisando.

-Poderia ter dito ontem!

-Eu esqueci!

-Hã, pra um policial certinho você...

-Sou um ser humano! Eu também erro!

-Ok, desculpa. Mais, é que horas a ronda? –ele olhou para o relógio e olhou pra 
mim.

-São 15:30h agora e vamos sair às 16:00h.

-Okaaay... –me joguei no sofá.

-O que pensa que está fazendo?

-Me sentando... não pode?

-Poder pode, mas você tem que se trocar.

-Trocar? Como assim?

-Acha que vai trabalhar com uma blusa decotada dessas? –Olhei para minha blusa e vi que ela era mesmo decotada para uma ronda de polícia, mas resolvi alfinetar.

-E qual é o problema? –levantei ficando cara a cara com ele.

-Ainda pergunta? –ele fez cara de indignação e me pegou pelo braço me 
arrastando para um outro cômodo.

-Você podia parar de me pegar pelo braço e tratar com carinho, não acha?

-Não. –ele soltou meu braço ao chegar em seu quarto. –Toma! –me entregou um 
casaco azul marinho com branco e com letras escritas na frente e atrás “Polícia 
de Los Angeles” e “Para Proteger e Servir”. Aquilo era patético.

-Eu não vou usar isso!

-Tudo bem.

-Tá falando sério?

-A escolha é sua. Se Patrick te ver assim... você levará um castigo pior.

-Ai que saco!! Só falam de Patrick, Patrick e Patrick! Já chega! Chega de Patrick! É só ele que manda nessa droga! Tudo é ele! Mais que merda! –Só pude sentir um barulho estrondo batendo em minhas costas. Arthur me apertou no guarda-roupa e o rosto dele parecia enfurecido. Confesso que me deu muito medo.
Ele estava com o rosto bem próximo do meu. Segurava meus braços juntos com o guarda roupa com força. Meu coração estava acelerado e senti que tocava seu peito com cada batimento. Ele tinha colado nossos corpos, me prendeu não me deixando sair.

-Se controle. –ele disse pausadamente, com uma voz suave e me soltou. Ele me estendeu novamente o casaco e eu vesti sem pestanejar. –Eu vou tomar banho. –ele me olhou em seguida seguiu para o banheiro.
 

Me joguei na cama dando um longo suspiro de alívio. Ele me assustou. Sério!
Ao longo do tempo ali, sentada na cama de Arthur, o esperando sair do banho, avistei um violão.


Escrito por Sarah Marques

...CONTINUA!...
SERÁ QUE PEDIR PRA COMENTAR SERIA DEMAIS? :\

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