Ed me deixou
em frente ao prédio e se foi.
O prédio era de três andares. Não era muito bonito, tinha várias rachaduras e não estava pintado.
O prédio era de três andares. Não era muito bonito, tinha várias rachaduras e não estava pintado.
Estava subindo
as escadas quando me toquei que Meredith não havia me passado o numero do
apartamento e nem o andar que era. Talvez ela esqueceu.
-O que uma moça tão bonita faz aqui? –uma senhora me questionou com uma
voz doce, suave e calma.
-Eu... eu vim procurar um amigo.
-E quer ajuda?
-Eu agradeceria muito. –sorri.
-Quem é seu amigo?
-Arthur.
-Arthur Aguiar?
-Não sei o sobrenome dele.
-Se ele mora aqui, é o Arthur. É o último andar, número 26. Ele é uma ótima
pessoa.
-É mesmo?
-Sim. Sem dúvidas.
-Anm... obrigada!
-De nada. –continuei a subir as escadas.
Cheguei até a porta do apartamento de Arthur.
-Lua? –Pra minha sorte, ele estava sem camisa. Minha nossa! O que é isso!?
-Oi.
-O que faz aqui?
-Nossa, que cavalheiro. Você devia me convidar pra entrar, me dizer pelo menos
uma boa tarde.
-O que faz aqui!? –disse um pouco mais alto.
-Calma! –fiquei um tempo em silêncio sendo fitada por ele nos olhos. –Posso
entrar?
-Entra! –ele abriu espaço e eu entrei.
O apartamento era pequeno e bem arrumado. Só tinha alguns papéis e cadernos
espalhados pela mesa.
-O que quer aqui?
-Eu vim saber do motivo de você ter ligado lá pra casa.
-Ah, as rondas. Vamos fazer ronda mais cedo hoje. Liguei avisando.
-Poderia ter dito ontem!
-Eu esqueci!
-Hã, pra um policial certinho você...
-Sou um ser humano! Eu também erro!
-Ok, desculpa. Mais, é que horas a ronda? –ele olhou para o relógio e olhou pra
mim.
-São 15:30h agora e vamos sair às 16:00h.
-Okaaay... –me joguei no sofá.
-O que pensa que está fazendo?
-Me sentando... não pode?
-Poder pode, mas você tem que se trocar.
-Trocar? Como assim?
-Acha que vai trabalhar com uma blusa decotada dessas? –Olhei para minha blusa e vi que ela era mesmo decotada para uma ronda de polícia, mas resolvi alfinetar.
-E qual é o problema? –levantei ficando cara a cara com ele.
-Ainda pergunta? –ele fez cara de indignação e me pegou pelo braço me
arrastando para um outro cômodo.
-Você podia parar de me pegar pelo braço e tratar com carinho, não acha?
-Não. –ele soltou meu braço ao chegar em seu quarto. –Toma! –me entregou um
casaco azul marinho com branco e com letras escritas na frente e atrás “Polícia
de Los Angeles” e “Para Proteger e Servir”. Aquilo era patético.
-Eu não vou usar isso!
-Tudo bem.
-Tá falando sério?
-A escolha é sua. Se Patrick te ver assim... você levará um castigo pior.
-Ai que saco!! Só falam de Patrick, Patrick e Patrick! Já chega! Chega de Patrick! É só ele que manda nessa droga! Tudo é ele! Mais que merda! –Só pude sentir um barulho estrondo batendo em minhas costas. Arthur me apertou no guarda-roupa e o rosto dele parecia enfurecido. Confesso que me deu muito medo.
Ele estava com o rosto bem próximo do meu. Segurava meus braços juntos com o guarda roupa com força. Meu coração estava acelerado e senti que tocava seu peito com cada batimento. Ele tinha colado nossos corpos, me prendeu não me deixando sair.
-Se controle. –ele disse pausadamente, com uma voz suave e me soltou. Ele me estendeu novamente o casaco e eu vesti sem pestanejar. –Eu vou tomar banho. –ele me olhou em seguida seguiu para o banheiro.
Me joguei na cama dando um longo suspiro de alívio. Ele me assustou. Sério!
Ao longo do
tempo ali, sentada na cama de Arthur, o esperando sair do banho, avistei um
violão.
...CONTINUA!...
Escrito por Sarah Marques
...CONTINUA!...
SERÁ QUE PEDIR PRA COMENTAR SERIA DEMAIS? :\














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