sexta-feira, 1 de março de 2013

A Bela e a Fera (Capítulo 14)





Lua tomou o resto do vinho e recolocou tudo na caixa. Arthur ficou tenso ao vê-la levantar-se e caminhar para ele, o roupão fino moldando o corpo esguio.


— Não se aproxime — sussurrou ele, roucamente.


Ela não obedeceu, e ele pôde sentir o perfume na pele, nos cabelos dela.


— Lua ...


Estava imóvel, e quando ela ergueu a mão, mas Arthur segurou-a no ar. Com um gesto rápido ela soltou-se e acariciou o lado do rosto que não tinha cicatrizes. Os dedos deslizaram para os cabelos macios, e ele gemeu, baixinho.


—  Não sou Melanie, e você não é Chay. — Os lábios dela tocaram levemente os dele, e Arthur lutou contra o desejo de colocá-la no colo e saboreá-la com a boca, e as mãos.


— Não tenho medo de você, fera. — Ela se mexeu, os lábios tocando a orelha de Arthur, a voz sedutora enchendo a noite. — Afinal, por que está sempre se aproximando de mim?


Antes que ele pudesse responder, afastou-se, escapando para a escuridão do corredor. Ele sabia por que. Estava começando a confiar nela. Tinha lhe contado coisas que jamais dissera a ninguém. E essas duas coisas eram perigosas. Porque quando estava perto dela o que menos lhe importava era a imagem que vira no espelho.


...CONTINUA!...


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