— O quê?
— Ela está na casa,
tenho certeza. Não há pegadas na areia, e Micael não a encontrou lá fora.
Estava dormindo no quarto e desapareceu.
— E a gatinha? Lua
franziu a testa.
— Também não está em
lugar algum. Ela ouviu um grito abafado.
— Meu Deus, eu posso
ouvi-la. Onde estará? Arthur vestiu uma camiseta.
— Vou encontrá-la.
— Como pode
fazer isso trancado aí dentro? Que droga, Arthur, saia! Preciso de ajuda.
Arthur foi até a
porta, sem abri-la.
— Calma, querida. Eu
vou encontrá-la.
O tom da voz dele
acalmou-a. Ele a encontraria. Mas não podia ficar parada, esperando. E decidiu
prosseguir em sua busca.
Agarrando uma
lanterna, Arthur deslizou para a escada de serviço escondida entre as paredes,
e desceu um andar, dirigindo-se ao outro lado da casa.
— Sofia ? Sofia?
— Papai?
— Fique onde está,
princesa. Já estou chegando.
— Estou com medo... A
gatinha miou.
— Eu sei,
querida. Continue falando comigo. — Arthur subiu a escada estreita. — Pode ver
a lanterna?
— Não. — Era
possível perceber o pânico na voz dela.
— Está tudo bem,
princesa. Papai está aqui. Nada vai acontecer.
— Está bem.
Arthur sorriu,
percebendo que ela tentava ser corajosa.
Ele virou a curva
seguinte, desejando que a passagem estreita tivesse alguma iluminação. A escada
de serviço, entre as paredes, percorria todo o castelo, e embora ele conhecesse
o caminho no escuro, Sofia poderia ficar presa ali durante vários dias, sem
encontrar a saída.
— Como achou a escada
na parede?
— Serabi passou por baixo da parede, no canto do meu quarto.
...CONTINUA!...
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posta +
ResponderExcluirAmeeeeei <3
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