Eram uma família, Lua
era sua namorada, e todas as manhãs, quando acordava com ela em seus braços,
experimentava um sentimento de paz e realização que jamais imaginara ser
possível. Não deixaria que nada ameaçasse essa felicidade. Nunca.
— E melhor irem antes
que a chuva comece outra vez. — Mais uma vez beijou a filha, dando a volta no
carro junto com Lua.
Ela sentou-se atrás
da direção e colocou o cinto, checando o cinto de Sofia.
— Volte logo —
sussurrou, ao beijá-la nos lábios.
— Não vamos demorar
mais do que uma hora.
Lua ia buscar ovos e
leite, e alguma guloseima para manter Sofia entretida durante as próximas
chuvas. A mercearia não podia entregar nada naquele dia, e estava ansiosa para
sair um pouco. Não que se cansasse de estar com Arthur, dormir com ele, fazer
amor...
A cada manhã, ia para
o próprio quarto, antes de Sofia acordar, e embora ele tivesse protestado, não
queria ver a menina fazendo perguntas que não poderia responder. Além disso,
Arthur nunca dissera que desejava que o relacionamento fosse duradouro. Nem ela
poderia insistir, perguntando se ele queria se casar. Ou mesmo perguntar se a
amava ou se via nela apenas uma amante, que também cuidava bem de Sofia. Era
melhor parar de pensar naquilo, ou ficaria maluca.
Arthur deu um passo
para trás e Lua fechou o vidro, dando a partida. Da primeira vez o motor
falhou, mas logo em seguida pegou e ela afastou-se na direção dos portões.
Parecia que estava saindo de um mundo e entrando em outro. Saindo do castelo e entrando
na terra dos súditos, pensou, sorrindo sozinha.
...CONTINUA!...
Comentem fofuxas!














Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh que show bem que vc podia né postar outro capitulo assim pra deixar sua leitora mais alegre ainda kkkkkkkkkkkkkkkkkk !
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