POV's Lua
Fui até o violão e olhei. Abri o comecinho da capa e o violão foi aparecendo. Era bem bonito. Não tinha nenhum arranhão. Pelo jeito Arthur era cuidadoso.
Fui pra cômoda e lá tinha um porta retrato. Peguei o porta retrato nas mãos e fui observando. Tinha uma mulher de cabelos negros muito bonita e um homem ao seu lado. Tinha um menino muito fofo de cabelos castanhos e...
-O que tá mexendo aí? -Arthur disse se aproximando de mim e pegando o retrato
de minha mão. Ele estava de TOALHA!
-Eu...
-Não deixei você mexer nas minhas coisas!
-Desculpa... eu só estava olhando.
-Sem direito! Sai! –ele apontou para a porta.
-Arthur, desculpa!
-Tá, tudo bem. Mais sai, eu preciso colocar uma roupa.
-Ah... ta... –corei um pouco e sai do quarto.
Agradeci a mim mesma por não ter parado e ficado hipnotizada pelo seu lindo abdômen. Eu teria pagado de boba na frente dele. Enfim, fui pra sala. Era pequena, tinha uma TV e uma estante com alguns livros empoeirados. E no canto, tinha mais porta retratos com fotos da mulher de cabelos negros, um homem e um menininho. Acho que esse menininho era Arthur. Parecia com ele.
-Você adora mexer nas coisas dos outros, não é? –Arthur perguntou parado na porta da sala. Eu como sempre... tomei um susto e ele soltou um meio sorriso.
-É. Não tem problema eu olhar algumas fotos... não é?
-Pode ser. Mais vamos!
-Espera! Antes... eu posso lhe fazer um pedido? –ele olhou pra mim com cara de
pensativo.
-Am... eu... vai fala!
-Eu não como desde ontem. Preciso comer.
-Você não comeu? –ele perguntou pra mim com cara de quem iria dar um
sermão. Eu neguei. –Lua, você tá maluca? Você tem que comer!
-Ah, eu só esqueci. Quando você saiu ontem eu fui dormir. E hoje, quando
acordei não deu muito tempo.
-Minha nossa! Agora vou ter que te alimentar, é isso?
-Sim. A menos que você queira que eu morra de fome. –ele balançou a cabeça
negativamente e seguiu para um cômodo. Acho que era a cozinha.
O segui.
-Gosta de misto quente?
-Sim. –ele começou a preparar um. Logo terminou e eu comi.
-Agora vamos, pelo amor de Deus! –íamos saindo de seu apartamento.
Passamos em frente aquele apartamento da senhora que eu encontrei. Ela
chamou Arthur.
-Olá Arthur.
-Oi Sra. Parker! Tudo bem com a senhora? –ele estendeu a mão pra ela.
-Tudo ótimo. Vejo que a moça bonita te encontrou. –Arthur me olhou esperando uma resposta.
-Eu pedi a ela para que me dissesse qual era o seu AP.
-Ah.
-Vocês dois fariam um belo casal juntos. –ela se aproximou de mim e apoiou
suas mãos em meu rosto. –Uma moça muito bonita com um rapaz muito bonito.
–ela olhou para Arthur e se voltou para mim. –Um futuro aguarda vocês. Um
grande amor invadirá os coraçõezinhos de vocês. O amor unirá essa
aliança de grandes diferenças. –ela sorriu e me deu um beijo no rosto, em seguida em Arthur. O que essa mulher estava dizendo? Que... que... estranho. Amor? Eu? Pelo Arthur? Será? Logo ela voltou a dizer: -É o destino que vai Longe Demais. –Eu já não estava entendendo mais nada.
-Ah, com licença senhora Parker! Tenho que trabalhar. Ah, e mantenha as portas fechadas! –ele me puxou pela cintura e fomos descendo as escadas. ELE ME PUXOU PELA CINTURA? MEU DEUS! COMO? Talvez fosse porque a senhora Parker estava ali, e se ele me pegasse pelo braço do jeito que ele pega, ela poderia acha-lo mal educado.
Saímos do prédio e Arthur não falava nada. Ah, isso não é de se esperar. Ele nunca fala mesmo.
Ele foi caminhando e eu o seguindo. Acho que ele tinha perdido o carro...
-Arthur, cadê seu carro?
-Estamos quase chegando. –Já fazia uns 10 min que a gente andava a pé. Onde
ele estacionou o maldito carro??? -Chegamos! –ele sorriu olhando para uma
vitrine de carros. O que??
-Aonde? –olhei em volta.
-Aqui. –ele apontou pra vitrine. Lá se encontrava uma Ferrari vermelha. Fiz uma cara de incredulidade e olhei pra ele.
-Sério isso?
-Essa belezinha aqui em breve será minha. Anota aí. –ele foi andando
novamente... a pé. Eu o segui. Pensei em dizer algumas coisas, mas... achei
melhor ficar calada.
Escrito por Sarah Marques


























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