Devia ter deixado
parte do painel aberto na noite anterior. A culpa era sua!
— Estou vendo a luz,
papai.
O alívio era evidente
na voz da menina. Logo Arthur desviava o facho de luz, localizando-a.
Inclinando-se, abraçou-a e pegou-a no colo. Se alguma coisa acontecesse com
ela... Sofia passou os braços à volta do pescoço dele, e Arthur beijou-a no
rosto, acariciando as costas da menina, que tremia e soluçava.
— Está tudo bem,
querida. Papai está aqui.
— Eu estava com tanto
medo...
— Eu sei, meu bem, eu
sei.
Arthur carregou-a de
volta para a saída. Apertando a saliência na parede, a porta se abriu. Ele colocou-a
no chão, e Sofia correu para o corredor.
— Lua!Lua!
— Oh, Sofia! —
ela gritou, correndo para abraçar e beijar a menina.Sofia começou a rir. Arthur
ficou parado na soleira da porta entreaberta, vendo Lua abraçar a menina. O
amor que sentia pela criança refletia-se nos olhos dela, misturado às lágrimas
que tentava conter.
— Querida, onde você
estava? Fiquei tão preocupada! Agora ela saberia, pensou Arthur
— Dentro das paredes.
— O quê?
— Há uma escada
de serviço, com passagens escondidas dentro da parede, que percorre toda a casa
— explicou Arthur.
Lua virou-se, olhando
para ele. Semi-escondido, podia ver apenas que usava short e uma camiseta
preta. A luz refletia-se nos músculos fortes das coxas, e imagens da noite
passada voltaram de repente. Mas Lua afastou-as com raiva.
— Passagens? —
repetiu Lua. — Meu Deus, Arthur! Ela podia ter caído, se machucado. Eu nunca
iria encontrá-la! Você devia ter me avisado sobre isso.
— Sinto muito, Lua —
disse Sofia.
— Não é sua culpa —
disse Lua, abraçando-a carinhosamente.
— É assim que
vem para o meu quarto, não é, papai? — Sofia olhava para os dois, com expressão
curiosa.
...CONTINUA!...

























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