— Sim, princesa.
Não era de admirar
que ele pudesse andar pela casa tão facilmente.
Colocando a menina no chão, Lua
cruzou os braços. — Que notícia!
— Só fui ao
quarto dela — esclareceu Arthur, sabendo o que ela estava pensando.
— Jamais
pensaria que fosse ao meu — disparou Lua.
— Afinal, tem muitas
luzes.
— Papai lê para mim
todas as noites.- Disse Sofia com um sorriso enorme nos labios
Lua olhou para
Sofia, sem esconder a surpresa.
— O quê? — Ela fitou
Arthur, os braços ao lado do corpo.
— Você lê para ela?
Vai até o quarto por trás das paredes?
— Sim.
Lua deu um passo à
frente e colocou o dedo indicador no peito dele.
— Isso é... é... —
Ela suspirou, pousando a mão nos músculos fortes. — E maravilhoso, Arthur. Fico
feliz por vocês dois.
— Isso muda muito
pouco.
— Mas me permite ver
que pode se arranjar sozinho, se eu for embora.
Ele inclinou-se e Lua
sentiu o perfume que usava, o aroma masculino, e seus sentidos se aguçaram,
desencadeando uma onda de desejo.
— Você não vai embora
— resmungou ele. Não podia nem pensar nisso. Não agora.
— Por favor, Lua, não
vá! Por favor! — pediu Sofia, e o pânico na voz da menina cortou o coração de
Lua.
— Eu não vou
embora, querida. Ainda não — disse, num tom mais baixo, só para Arthur,
imaginando como conseguiria deixá-los algum dia. — Eu já disse — murmurou. —
Não posso continuar assim.
Ele inclinou a
cabeça, a boca a poucos centímetros dos lábios dela.
— Mas vai continuar.
Por Sofia. Era isso
que ele queria dizer. Mas Lua não concordaria tão facilmente, sem discutir.
— Continuaremos nossa
conversa mais tarde, sr. Aguiar— disse, virando-se para Sofia.
...CONTINUA!.
Comentem! Por favor?

























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