Lua virava na cama,
inquieta, e pela primeira vez o som de chuva e trovões não a reconfortava. Se
não descansasse estaria exausta no dia seguinte, pensou, culpando Arthur.
Depois de dar banho e jantar para Sofia, tinha lido um pouco, desenhado, tomado
chá de camomila. Mas nem mesmo o alívio de encontrar a menina sã e salva e a
alegria de saber que Arthur passava algum tempo com ela conseguiam aliviar a
tensão que a dominava.
Estava inquieta,
agitada, consumida pela paixão, e o culpado era Arthur. Os momentos que havia
passado nos braços dele não lhe saíam da memória. Atirando as cobertas para o
lado, levantou-se e foi até a janela. Puxando as cortinas, sentou-se na
poltrona próxima e contemplou a tempestade. O mar estava escuro, e as ondas
enormes explodiam numa espuma branca que se destacava ã luz dos relâmpagos. Ela
sentia-se exatamente como aquele mar, vivo, agitado, selvagem.
Olhando para o
roupão, sobre a poltrona, imaginou se deveria procurar Arthur e tentar
convencê-lo a confiar nela. Mas sabia que não adiantaria. Ele o faria quando
estivesse pronto. Se algum dia estivesse... Se insistisse, tinha medo que ele
recuasse, e pelo bem de Sofia não podia arriscar. Estava ali por causa da
menina, lembrou a si mesma. A criança precisava de um pai de verdade, que
pudesse encará-la, e ao resto do mundo, sem qualquer restrição.
...CONTINUA!...
COMENTEM?

























boladona com o arthur , ele tem qe se render a lua, merda
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