segunda-feira, 18 de março de 2013

A Bela e a Fera (Capítulo 30)





Lua virava na cama, inquieta, e pela primeira vez o som de chuva e trovões não a reconfortava. Se não descansasse estaria exausta no dia seguinte, pensou, culpando Arthur. Depois de dar banho e jantar para Sofia, tinha lido um pouco, desenhado, tomado chá de camomila. Mas nem mesmo o alívio de encontrar a menina sã e salva e a alegria de saber que Arthur passava algum tempo com ela conseguiam aliviar a tensão que a dominava.


Estava inquieta, agitada, consumida pela paixão, e o culpado era Arthur. Os momentos que havia passado nos braços dele não lhe saíam da memória. Atirando as cobertas para o lado, levantou-se e foi até a janela. Puxando as cortinas, sentou-se na poltrona próxima e contemplou a tempestade. O mar estava escuro, e as ondas enormes explodiam numa espuma branca que se destacava ã luz dos relâmpagos. Ela sentia-se exatamente como aquele mar, vivo, agitado, selvagem.


Olhando para o roupão, sobre a poltrona, imaginou se deveria procurar Arthur e tentar convencê-lo a confiar nela. Mas sabia que não adiantaria. Ele o faria quando estivesse pronto. Se algum dia estivesse... Se insistisse, tinha medo que ele recuasse, e pelo bem de Sofia não podia arriscar. Estava ali por causa da menina, lembrou a si mesma. A criança precisava de um pai de verdade, que pudesse encará-la, e ao resto do mundo, sem qualquer restrição.

...CONTINUA!...

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