sexta-feira, 1 de março de 2013

A Bela e a Fera (Capítulo 15)





Lua? — chamou Sofia da sala. — O que é isto?


Lua enxugou as mãos numa toalha de papel e atravessou a sala de jantar, parando ao ver a pilha de caixas amarradas com fita verde.


—  Bem, querida, por que não descobrimos juntas? Parando ao lado da mesinha de café, viu o cartão preso na caixa maior. Era endereçado a ela. "Gostaria que mostrasse mais dos seus talentos escondidos". Junto às caixas estava um dos esboços que fizera de Sofia, com um bilhete. "É lindo, você conseguiu retratá-la perfeitamente." Arthur.


—  De quem é? — perguntou a garotinha, saltitando em volta das caixas, na expectativa de ganhar um presente.


— O bilhete diz que a caixa de cima é sua. — Soltando as fitas, entregou a caixa à menina, que sentou-se no tapete para abri-la. Dentro havia lápis de cor, purpurina, guache, lápis de cera, aquarelas e papéis. — É do seu pai — disse Lua, e Sofia ergueu o olhar, sorrindo.


Lua  também sorriu. Arthur tinha pedido desculpas à filha do único modo possível no momento. Sofia perguntou se podia usá-los, e Lua assentiu, dirigindo-se à sala de jantar, onde colocou uma toalha velha sobre a mesa, para protegê-la das tintas. Em seguida, entregou à menina uma xícara de água, explicando como poderia pintar.


Depois de ter acomodado Sofia, voltou à sala de estar e olhou as caixas. Com um suspiro, abriu a primeira e encontrou tudo que precisaria para desenhar, além de papéis especiais. A segunda tinha aquarelas, uma palheta e pincéis, a outra tinha um cavalete e um banquinho, além de um bilhete. "O quarto amarelo, na ala oeste, é o que tem a melhor luminosidade, além da linda vista do rio e da cidade." Arthur A.


As lágrimas encheram os olhos de Lua, que sentiu a garganta apertada. Ninguém nunca a elogiara por outra qualidade que não fosse a beleza. Mesmo tendo vários desenhos espalhados pelas paredes do apartamento, Chay nunca notara, nem fizera algum comentário. Ela adorava desenhar e pintar, mas desistira disso por coisas que julgara ser mais importantes, na época. Havia uma sensação de liberdade que apenas a arte podia lhe dar. Criar algo do nada era como uma mágica poderosa. E Arthur lhe dera tudo isso novamente.


—  Também ganhou presentes — disse Sofia, aparecendo ao lado dela e espiando as caixas.


Lua acariciou os cabelos escuros da menina e sorriu.


— Não é lindo? Teremos de arranjar um lugar especial para trabalhar.


...CONTINUA!...

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